22/10 - 15:09hrs
Eles estão de volta. E com estampas arrojadas e marcantes. Veja como combiná-los com a casa e use sem medo!
Yara Guerchenzon
Depois de passarem uma boa temporada quase deixados de lado ou encontrados apenas em versões muito discretas e sutis, os papéis de parede voltam à cena com força total. E quanto mais vibrantes e marcantes, mais modernos!
Com cores e grafismos chamativos, eles passam a ser o centro das atenções, transformando o mobiliário e os objetos em complementos decorativos. “O papel de parede é um forte elemento da decoração, pois valoriza o projeto e agrega sofisticação ao espaço”, diz Rodrigo Schimid, sócio-proprietário da Wallcovering, em São Paulo.
Para que fiquem em harmonia na casa, no entanto, é preciso saber dosá-lo com as demais cores e estampas usadas no mobiliário. Caso contrário, podem “brigar” entre si. O resultado acaba ficando pesado e, rapidamente, torna-se cansativo. Especialista no assunto, Rodrigo conta alguns segredos para acertar no uso do papel de parede, mesmo com os estampados.

As listras são clássicas e elegantes e dão a sensação de um pé direito mais alto. Este modelo é um tecido da Nobre Décor
“O primeiro passo é definir qual o estilo que mais agrada. E isso vai da personalidade de cada um, independente do que está na moda. Assim, as opções são os lisos, os florais, listrados ou geométricos, basicamente”, explica Rodrigo.
O empresário diz que, realmente, algumas pessoas tendem a cansar mais rapidamente de estampas e que, nesse caso, é melhor optar por um papel de parede liso. “Pode ser também apenas com uma textura ou com uma estampa sutil”.
Ele conta ainda que, caso a preferência seja pela estampa forte, a eleita deve ser proporcional ao tamanho da parede onde o papel será aplicado, ou do ambiente, se a intenção é revestir todo o local. “Algumas estampas, mais marcantes, pedem ambientes grandes”, indica.
Para não cansar
Se a área que você planeja revestir com papel de parede é pequena, então fique com as alternativas mais claras. E para evitar que lhe canse em pouco tempo, escolha cores e estampas pelas quais você se encante logo à primeira vista. De outra forma, o resultado pode ficar over, passando a impressão de estar em excesso. “Uma dica para quem está em dúvida é revestir somente uma parede do ambiente”, define Rodrigo.

Este modelo faz parte da linha Azulejo, da Coleção Grafismo produzida pela Bobinex com design de Marcelo Rosenbaum. O rolo de 0,52 x 10m custa entre R$ 90 e R$ 120 e cobre cerca de 4 m²
Mas não custa lembrar: “Tome cuidado com os exageros e opte por um modelo que lhe agrade aos olhos”, ensina Luiz Fernando Cícero, da Nobre Décor, loja que trabalha com tecidos para revestimento de paredes, também de São Paulo. Segundo o profissional, os critérios para a escolha do papel de parede são os mesmos no caso dos tecidos – uma alternativa também apreciada, já que muitos a consideram mais aconchegantes, pelo próprio toque e textura.
Descartar a mistura de estampas também é um bom jeito de manter o visual limpo, sem informações demais. Ou, para quem gosta de um estilo mais romântico, pode-se usar os composês, que costumam misturar floral, listras, liso e xadrez, todos puxando para um mesmo tom, de forma coordenada com os tecidos do sofá ou da cama, por exemplo.
Por fim, Rodrigo avisa: “Não existe uma regra para a utilização. O papel de parede não precisa necessariamente ser do mesmo tom dos móveis, mas sim seguir a proposta de decoração do ambiente”. E para quem é adepto do estilo vintage, tão em alta, Luiz Fernando diz que ainda hoje é possível encontrar papéis de parede originais de décadas passadas. “Uma simples estampa geométrica bem escolhida pode levar você de volta aos anos 70”, sugere.
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